segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Retorno

Em 2009 e agora em 2010, não fiz como de costume, uma tabela com todos os títulos que li e, como faz tempo que não publico nada no Blog, não me ocupei em fazer qualquer anotação sobre cada um.

Também não lembro de todos os livros, mas, indico abaixo os mais marcantes em comemoração ao retorno às minhas publicações (caso a preguiça não me atrapalhe e o sofá não vença).




A aversão ao computador, se é que posso chamar assim, tem me mantido longe do Blog e, esse é um dos motivos, se não o principal, para me manter afastado por tanto tempo.

Não tenho tido a mínima paciência e inspiração para encarar o monitor, teclado e mouse, tamanha a proximidade diária com eles no trabalho.

Muitos textos ficaram na memória por um tempo mínimo, não o suficiente para que eu anotasse em um pedaço de papel, ou ligasse o micro para digitar o que ainda estava em seu estado embrionário, e quem sabe, um dia viria a ser algo útil ou interessante para se escrever aqui.


O trabalho nunca é demais, mas ele tem sido o suficiente para me dizer que computador é demais.

Tenho observado essa política separatista entre mim e o computador há algum tempo. Pensamentos rebeldes dão conta de que as ideias estão para realizar um motim a qualquer momento para conseguirem independência desse torpor.

Acredito que devo fazer algo para que meus dedos voltem à ativa, para que os toques no teclado libertem as ideias aprisionadas, ideias que não deveriam ter se calado tão facilmente, vítimas do ócio.

Sei que devo ceder às pressões e buscar uma conciliação amigável e, enfim, fazer às pazes com o computador, mas acima de tudo devo aprender a ser persistente e dar continuidade aos projetos que ficaram no meio do caminho: caminhadas no parque e as corridas de 5 km, estas em prol de uma boa saúde e em protesto aos males causados pelo colesterol, um futebol sem tanta velocidade, aliás, pra que correr tanto, deixem que a bola faça isso por nós e, também, escrever mais bobagens e deixar registrado para sempre o que penso.

E viva a poeira vermelha que invade tudo por aqui. Brasília está seca! E nessa época é mais ou menos assim: primeiro são os ipês roxos, depois os amarelos e por último, os brancos. As cores dos ipês se destacam ainda mais com o céu de Brasília ao fundo, de um azul infinito que só quem conhece sabe do que estou falando. Depois dos ipês brancos, por um breve período de tempo, surgem as cigarras e enfim, a chuva. . .

Não prometo nada a mim mesmo.

Não sei quando volto...

Continuo lendo...

Até breve!

domingo, 19 de abril de 2009

Quem me roubou de mim?

O padre Fábio de Melo nos diz que existem pessoas que nos roubam e que outras nos devolvem. Possivelmente já estivemos dos dois lados, pelo menos é bem provável que sim. A riqueza que a leitura nos trás é a de podermos receber e perceber experiências novas de forma diferente e inovadora para assuntos que julgamos ter o entendimento em toda a sua complexidade. Achamos que sabemos o início, meio e fim de qualquer coisa, mas sempre há algo a mais para se pensar a respeito. Refletir também sobre o ponto de vista de cada um nos enriquece e é interessante quando a forma de enxergar e pensar são diferentes e sensatas, apesar de simples. E é comum pensarmos que nunca havíamos encarado as coisas da forma como foi expressa pelo autor e aí nos vem àquela sensação de limitação da imaginação, de redução do campo de visão e perspectiva. Faltam a nós levantarmos mais a cabeça e não olharmos tão para baixo, e sim para a frente e muito além do que nossos olhos são capazes de alcançar. Manter o foco além da linha do horizonte. Garantir que o desejo nunca se acabe, realizar o que chamo da constante e incansável manutenção do bem querer para que a fonte não se esgote e os objetivos se percam pelo caminho.
Podemos agir de muitas formas e algumas delas nos fazem ter quase a completa identidade com o que o autor revela e nessa hora é bom comemorar com um "yes!" (ponto pra mim). Claro que deve haver a concordância com o significado do que se lê, além, é claro da aplicabilidade do que é proposto. Por outro lado há também a discordância sobre alguns pontos que julgamos que não se encaixam com aquilo em que cremos.
Ayrton Senna disse que só acreditava em horóscopo quando a mensagem trazia algo de significativo, algo bom, fora isso descartava o que não lhe agradava. Sempre fiz assim.

Voltando à obra, ganho ponto quando concordo com o que está escrito e aplico em minha vida e, talvez, ignore aquilo que não tenho feito por não concordar tão facilmente. Parece uma espécie de trapaça e comodismo, mas não quer dizer que não exista a vontade de aprimorar o que se aprendeu, de ser cada vez melhor como pessoa, principalmente quando se trata do convívio com alguém. Antes eu costumava utilizar a expressão pessoa ideal, porém, admito que o mais correto, como diz Fábio de Melo, seja estar ao lado de alguém que tenha a qualidade de ser a pessoa certa. Aquela que não deixa de ser o que sempre foi, por ser autêntica aos seus princípios, possuir inúmeras qualidades e trazer consigo também seus defeitos. O ideal remete à ideia de personificação de alguém que não existe, de alguém que criamos por conta própria, que moldamos de acordo com o que gostaríamos que ela fosse. É óbvio que isso trás à tona as constantes e inquietas sensações de decepção, pois, ninguém deve ser moldado para realizar, da nossa maneira, o que projetamos no campo das ideias. Ninguém deve ter a sua vida e maneira de agir sequestrada. Ninguém deve ser jogado no cativeiro da dor pela perda da identidade roubada por alguém que julga fazer isso por amor. Pessoas realizam suas ações por livre e espontânea vontade e quase sempre da forma que deve ser e não pela maneira que achamos que deveria ter sido. Mas amar é muito mais que a espera, é se entregar sem pensar no que virá, é doação, é servir e querer bem. Porém, às vezes cobramos por sermos egoístas, nas entrelinhas dos nossos atos exigimos a troca, na carência, baixamos a guarda e mesmo que peçamos bem baixinho, quando na verdade queremos até gritar para avisar que a via da vida tem mão dupla, estamos errados. Humanamente fraquejamos e apresentamos a conta, a cobrança e os 10% pelo excelente serviço prestado pelo melhor atendente da casa. Como nos julgamos os melhores quando atitudes assim nos relevam fracos.

Pode não haver na vida real um conto de fadas, mas pode haver sim, o objetivo de tornar a nossa história o mais belo dos contos, com nossos atos carregados de amor que podem fazer com que a vida seja repleta de momentos mágicos e agradáveis. Que a frase "e viveram felizes para sempre" seja real sim, mas não ideal, pois ela tem que ser vivenciada e alcançada por ações na medida certa, com a pessoa certa, nas horas certas, por todos os dias, como se fosse sempre a primeirra vez. A manutenção preventiva das coisas que são nossos maiores bens deve ocorrer a cada momento, por nossos gestos, palavras e acima de tudo pela nossa eterna gratidão aos presentes que recebemos todos os dias de Deus e daqueles que nos amam.

Um dia desses lembrei de uma música de Oswaldo Montenegro...

Metade

"Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço

E que essa tensão que me corrói por dentro

Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que penso

Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste

E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso

Que eu me lembro ter dado na infância

Por que metade de mim é a lembrança do que fui

A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria

Pra me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo

Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é a platéia

A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também".

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Muito Longe da Casa

Qual o lugar mais longe de casa que você já esteve um dia? Por mais longe que seja me recordo que cheguei lá de carro ou avião e o melhor, estava a passeio, de férias. Não havia fome, mortes, guerra, tiros e bombas. O que impressiona é que os conflitos tribais na África, além das inúmeras mazelas que dizimam famílias inteiras, destroem um país, suas cidades, aldeias e acampamentos, parecem não ter fim, são um eterno começo. Meninos não têm férias. Noites não tem luar. Filhos perdem os pais, dezenas de órfãos se espalham pela selva e viram bichos que matam para comer e sobreviver. Os senhores da guerra e das drogas lucram com o sangue de inocentes, aumentam a produção de armas e munições, multiplicam mentes perturbadas, alucinadas com o poder entorpecente do vício e da desesperança que impulsionam, por sua vez, a grande roda da intolerância. Crianças manipulam armas de gente grande e participam de verdadeiras e assustadoras carnificinas que não são, ou ao menos não deveriam ser, atitudes de gente de qualquer tamanho.
Ainda bem que existem pessoas engajadas a resgatarem almas que aparentemente vagam já mortas pelos vales sombrios do abandono da fé e da guerra sem fim.
A reabilitação existe e Ishmael Beah é a prova disso. Passar pelo que ele passou, relatar a dura e cruel realidade que viveu e ainda ter estampado no rosto um belo sorriso, é a maior prova de que a vitória é obra de Deus, materializada por intermédio de anjos humanitários.
A fé na vida após viver no meio da morte e do caos é para mim a prova de que há esperança para tudo de ruim que existe nesse mundo.
Perdão Senhor por julgar que meus problemas são realmente problemas.

terça-feira, 17 de março de 2009

Comer, rezar, amar

O que esperar dos comentários dos colegas do trabalho quando se está lendo um livro que na capa está escrito “seja também a heroína de sua própria jornada” e no verso um comentário que diz “toda mulher deve lê-lo”.

Ouvi um comentário de que Gabriel Garcia Márquez seria somente leitura de fachada, pois meu tipo de livro seria esse: romance água com açúcar ou algo desse tipo.

Pensei qual seria o título para um livro escrito por um homem que relatasse a busca pessoal por todas as coisas da vida em uma viagem por três países durante um ano. Itália, Índia e Indonésia. Macarrão, pizza e lasanha; meditação e oração; em Bali... amor e sexo mesmo.

Fico a imaginar de forma caricata um título hilário e tipicamente machista, porém é claro que não reflete a minha forma de pensar.

Seria mais ou menos assim: Comer (todas), rezar (para ter ainda mais), amar (futebol, cerveja gelada e mulher pelada), tudo isso não necessariamente na mesma ordem, mas nos três países, no avião, aeroporto, hotel e por aí vai. Ou então algo mais direto como: transar, transar e contar pros amigos.

Homens e mulheres e suas diferenças.

Não quero também detonar com a natureza masculina sem levar em conta que a mesma experiência vivida pela autora seja também perfeitamente normal e aceitável ser vivenciada por um homem.

Não é absurdo pensar que isso é possível como também é provável e normal que homens leiam o livro comer, rezar, amar. Eu li e gostei. Aprendi e aprovei.

Há situações no livro que a meu ver são comuns à natureza humana sem que exista o diferencial entre os sexos na forma de agir e pensar.

Todos nós precisamos de libertação e equilíbrio, da busca por Deus, pelo autocontrole emocional e espiritual. Buscamos ainda o maior propósito inerente ao ser humano que é a difícil jornada pelo encontro de um grande amor.

Minha jornada tem sido fascinante e olha que nem precisei sair do Brasil. Fiz tudo por aqui mesmo.

Caminhei 36 anos, 268 dias e aproximadamente 22 horas para chegar até você.

Você sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui...


"Você não sabe
O quanto eu caminhei
Prá chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes
Escalei
Nas noites escuras
De frio chorei, ei, ei
Ei! Ei! Ei! Ei! Ei!
A vida ensina
E o tempo traz o tom
Prá nascer uma canção
Com a fé do dia-a-dia
Encontro a solução
Encontro a solução...
Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
E sinto você chegar
Você, chegar...
Quero acordar de manhã
Do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo
E sorrindo
É tudo que eu quero prá mim
Tudo que eu quero prá mim..."

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Procuro...

Andei por algumas quadras próximas a minha para procurar meu carro. Queria dar o troco e ser mais esperto que meu oponente. Segui instruções que me passaram. Eles deixam o carro em algum outro lugar nas proximidades, esperam a poeira abaixar, retornam e furtam de novo o que já fora levado. Acordei às 8h, voltei cansado e derrotado às 9h30. Não quis chegar como cheguei, mas a angústia da procura parece ter colocado à prova a minha fé. Sinto que tenho pouca quando pensei em Vital e sua moto e que de um ônibus para o outro para ele aquilo era o fim, realidade que para mim seria o início. A cada estacionamento ensaiava minha reação e planejava o que faria, para quem ligaria primeiro, se cairia de joelhos ou faria o sinal da cruz. Homem de pouca fé! Pergunto para Deus se O estou decepcionando e peço perdão pela minha humana insatisfação. Procuro o meu carro e também procuro um amor que seja bom pra mim, como Frejat. O primeiro levaram de mim e o segundo parece que encontrei. Desejo encontrar o primeiro para sempre que quiser, em qualquer momento, te ver.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Era meu!

Levaram você sem cerimônia. Ainda te vi alguns minutos antes dessa covardia. Meu amigão de quase 12 anos foi tirado de mim. Quantos quilômetros rodamos juntos e por quantas estradas passamos? Minha filha nasceu e você estava lá para nos servir. Nunca imaginei falar com exclusividade de você aqui no blog dessa maneira. Pena que te levaram de mim e a raiva e ódio que sinto são fulminantes. Já perdi a conta das vezes em que cerrei os punhos com força e tive vontade de gritar por tamanha ira. Desejo te encontrar. Que te encontrem para mim. Desejo que não te depenem ou te arranhem e desejo também, que Deus me perdoe, que o infeliz que te levou apodreça no fundo do inferno. O carro era meu, ganhei do meu pai e ainda paguei as 12 últimas prestações. Fiz por merecer. Trabalhei duro para conseguir ter as minhas coisas. Minha cabeça dói e já perdi também a conta das vezes que chorei. Ele era meu! Como é ruim chegar ao lugar aonde seu carro deveria estar e não achar nada além do vazio. Como é ruim entrar em uma delegacia e registrar a ocorrência, ter o documento e a chave de algo que foi seu e está sabe-se lá aonde. Espero que meu telefone toque e que te encontrem. Que Deus me ajude a perdoar e que esse nó na minha garganta pare de arder.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Resumo

Bem, por se tratar de um resumo dos últimos acontecimentos, serei breve em todos os relatos.


Começo pelo último livro de 2008 (o 19º) e não o primeiro de 2009. Saramago depois de cegar milhares de pessoas, brincou de interromper os trabalhos da morte. Genial a ideia de mostrar os problemas que ocorrem quando a morte faz uma espécie de greve e deixa de ceifar as vidas de uma nação inteira.

No show do Monobloco e Jorge Aragão Vi alguém especial. Uma amiga que há muito não tinha notícias. Contatos restabelecidos e sumiço nunca mais.

Trabalhar mais uma vez durante a virada do ano não é o que eu chamaria de réveillon ideal, mas já que não havia outra possibilidade o que eu fiz foi: trabalhar. O curioso é que sinto falta de algo simples e básico. Quando se trabalha em uma ocasião como essas, não há contagem regressiva. O relógio está lá como em qualquer outro dia e de repente já é meia noite e o ano novo chegou sem dez, nove, oito, sete...

O tendão do ombro direito teimou em doer em dezembro e janeiro. Como dói!!! Lá se foram 10 sessões de fisioterapia e me restam 7 dias de praia e mais 10 sessões ao voltar para curar essa dor que me limita alguns movimentos. Só nos lembramos de algumas partes do corpo quando elas doem.

O filme Marley e Eu surgiu de uma novela que acabou impossibilitando a nós de ver Se eu fosse você 2. De um shopping a outro e de uma fila para outra, manobras para descobrir que as salas já estavam lotadas. Ficamos na dúvida entre 7 vidas e o cachorro louco. Para nossa surpresa só haviam cópias dubladas dos dois filmes. Optamos por assistir Marley em português. Preparem os lenços pensei eu, mas achei que dava para segurar a onda e não fazer feio diante dos amigos. Lembrei do filme Meu primeiro amor (que pensei ser comédia) e lá pelas tantas estava difícil ficar pigarreando e “coçando” os olhos por causa de algum cisco teimoso que entrou várias vezes em meus olhos. Já meio inquieto por ter de sair do cinema com os olhos vermelhos e com um nó na garganta que não desatava, (achei que seria o único) segui para fora da sala. Já esperava até que alguém tirasse onda comigo, mas nós quatro e muitos outros estávamos com o mesmo problema: cisco nos olhos. Pena que esqueci o meu Moura Brasil. Na segunda tentativa para ver Se eu fosse você 2, o carro pára. Não pega. Eu empurro. Meu ombro dói. Eu xingo! Eu bato a porta com raiva. Tento empurrar de novo e nada. Surge um taxista que me ajuda. Ufa! O carro pegou. Quase 30 minutos de intensa raiva. No shopping estacionei perto da rampa porque para baixo todo santo ajuda. Não precisou. Pegou de primeira. Tudo isso aconteceu só para eu lembrar que tenho um carro velho e um ombro direito. O filme que dessa vez conseguimos ver é muito bom. Se eu fosse você, assistia. Para mim foi ainda melhor, pois estava bem acompanhado. Se eu fosse você, faria o mesmo. Não com a companhia que eu estava. Sinto muito, arrume outra.

O recurso Smile Shutter da minha nova aquisição, uma Sony cyber-shot é muito engraçado. Você mostra os dentes e o flash te sorri. Daí você começa a rir e outro flash te explode na cara. Recurso nota 10.

Tinha dois rascunhos para publicar. Um deles em breve nasce e o outro me deixou irritado porque perdi o que estava escrito. Minha filhotinha estreou na Sala Martins Pena. Uma linda apresentação de balé que me deixou com cisco nos olhos. Deve ser pela poeira suspensa por causa das obras do Teatro Nacional. Aliás, Brasília tem muito cisco teimando em entrar nos nossos olhos, principalmente no final do ano em que ficamos mais emotivos ou com os olhos abertos demais. Minha mini bailarina me encantou. Em breve mostrarei algumas fotos que ainda não vi.

Brasília, novembro e dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Faltava um empurrãozinho para voltar a escrever.

Estava com preguiça e muito cansado. A dor no ombro também atrapalhou e continua a atrapalhar. Meses de muito trabalho que me fizeram passar bem longe de um computador, mas agora estou de férias, são quase duas da manhã do dia 21 de janeiro.

Tenho um carro velho, uma máquina nova, velhos e novos amigos, uma linda família e filha, um ombro direito e muita fé e esperança em 2009.

Meu tempo é diferente minha virada começa agora.

Dez, nove, oito, sete, seis....

Feliz 2009!