domingo, 21 de outubro de 2007

Nossa infância foi mais ou menos assim.

Cresceram subindo em árvores, jogando futebol, brincando de bete na rua, participavam de campeonatos de futebol de botão, brincavam de pique-pega e pique esconde; intermináveis partidas de War em baixo do bloco e, quando estava muito frio, dentro da portaria. Corriam com carrinhos de rolimã pelo asfalto e em pistas engenhosamente desenhadas no chão. Com giz ou pedaços de tijolos. Houve uma que fora pintada com tinta branca que durou muitos anos. Os carrinhos não mais existiam, mas a pista ainda estava lá. Andavam de bicicleta, faziam rampas e trilhas, derrapavam nas ruas e tentavam andar em uma só roda empinando suas bicicletas. Eram variados os modelos e cores: Extra Light azul, Extra Nylon vermelha e BMX dourada ou cinza. Colocavam presos à roda traseira pedaços de copos plásticos que faziam barulhos parecidos com motos de pequena cilindrada. Faziam rampas com pedras e barro, às vezes achavam cimento e incrementavam suas obras. Marcavam as distâncias dos saltos riscando o chão de terra com um graveto e acrescentando as iniciais dos participantes. Sentiam que voavam e os dias passavam rápido. Seguiam para a 410 sul na pista feita para competições de bicicross de alto nível o que para eles era um desafio arriscado. Não saltavam ou corriam as rampas eram altas e tinham medo do tombo e das gozações. Na verdade passeavam pelo circuito imaginando que corriam e saltavam alto e longe, mas logo voltavam para o seu mundinho mais seguro e longe dos olhares dos mais velhos e habilidosos corredores dentro de seus capacetes para competição sobre as suas bicicletas equipadas. Voltavam para as rampas menores que faziam na esperança de um dia terem mais coragem para correrem e saltarem mais alto na pista da 410.
Os dias eram movimentados e cheios de imaginação, gritaria e algumas boas discussões. Também jogavam tele-jogo e mais tarde surgiram os modernos Atari e Odissey.
Em época de Copa do Mundo todos fingiam ser os ídolos principais de cada seleção e jogavam até caírem exaustos no chão. Qualquer pedaço de grama virava um campo. As árvores eram obstáculos que atrapalhavam a todos, mas eram fáceis de driblar. Jogavam em gramados maiores que não tinham muitas árvores, mas eram bem inclinados. Entre um poste e um pedaço de pau fincado no chão faziam ao balizas do gol. Não havia travessão e bolas muito altas não valiam. Jogavam com golzinhos e algumas vezes faziam artesanalmente um gol grande com as três balizas de madeira retiradas de canteiros de obras e ainda colocavam uma rede, mas dependendo da força do chute tudo ia ao chão. Perdiam mais tempo na mobilização para a montagem que propriamente jogando. Marcavam as linhas do campo com areia. Esmeravam-se em fazer as áreas com perfeição, o círculo central o mais redondo possível como também a meia lua da grande área. Marcavam todo o campo com passos precisos e conferiam as medidas mais de uma vez. Esticavam barbantes para servir de guia e despejavam a areia com as duas mãos e depois de muito esforço de todos o Maracanã estava pronto para o espetáculo. Jogavam também no campo de areia e saíam imundos, com a pela branca e ressecada. Marcavam jogos contra times de outras quadras, juntavam dinheiro e compravam medalhas e fitas verde-amarelas para pendurá-las no pescoço dos vencedores. As medalhas eram compradas nas casas de materiais esportivos das redondezas e a fita em algum armarinho próximo. No centro das medalhas, presas com cola e fixadas com durex, estavam os pequenos discos centrais alusivos ao futebol com uma imagem em alto relevo de um jogador com uma bola no pé. Porém, algumas vezes as medalhas compradas traziam a frase honra ao mérito estampada no centro. Às vezes os jogos eram no campo dos adversários, outras em seu próprio território. Não tinham técnicos e nem havia juiz, mas as regras de certa forma eram respeitadas. Marcavam o tempo um de cada lado e de vez em quando apareciam diferenças estranhas entre um relógio e outro. Tome confusão e discussão. Nada que uma prorrogação de alguns minutos resolvesse. Eram mais comuns as brigas entre os jogadores do próprio time do que entre os adversários. Palavrões, muitos palavrões e reclamações. Usavam seus Congas ou Kichutes com os cadarços pretos trançados nas canelas por cima das meias colegiais brancas, ou encardidas para desespero da mães. Gritavam como loucos uns com os outros, mas acabada a partida a raiva se evaporava com o suor do corpo e tudo voltava ao normal, estavam prontos para outra partida depois do almoço. A bola comandava suas vidas. De todas as brincadeiras e jogos que participavam o futebol era o mais disputado, o mais comum, o que durava o ano inteiro. Jogavam com bola de meia em baixo do bloco, com tampinha de garrafa, com bolas de tênis e porque não com bolas grandes também. As partidas duravam até o porteiro capturar com o que jogavam e esconder, pois não havia outra forma de interromper os jogos. Não se davam ao trabalho de dar atenção aos pedidos dos porteiros. Ao tentar pegar a bola ou o que quer que fosse, entrava na roda e ficava de bobinho, às vezes os porteiros tiravam uma casquinha até conseguirem capturar o objeto ou a bola. Aos gritos de olé notavam que apesar de bravo com a situação, por algum tempo o próprio porteiro se entregava ao prazer do jogo, sorrindo e se esforçando para não ser o bobinho da vez, mas logo amarravam a cara e pegavam a bola e diziam que chamariam os pais e entregariam a bola ao síndico. Depois de muitos deixa disso e a gente não joga mais não, por favor, e resmungos, o porteiro se rendia e devolvia a bola. Quando era uma tampinha ou coisa assim sem valor não adiantava nem tentar pedir de volta, o lixo era o destino. Algumas vezes lâmpadas eram quebradas e vidros da portaria também entraram para a contabilidade dos estragos causados pelos jogos proibidos de futebol em baixo do bloco. Não só a bola era a responsável por lâmpadas e vidros quebrados porque até chinelos voadores e discos de arremessar também causavam estragos. Alguns exageravam na dose de brincadeiras e por uma vez colocaram massa de epóxi nas fechaduras de alguns carros do condomínio, mas o executor da idéia nunca fora revelado. Andar no telhado do prédio era comum. Parar o elevador entre um andar e outro era prova de coragem, sorte que não copiavam a coragem de outros meninos de quadras vizinhas que brincavam de surfar em cima dos elevadores. Bolos de papel higiênico molhados eram arremessados do sexto andar em cima das pessoas e dos carros, não acertavam ninguém, mas sujavam toda a rua.
Nos campeonatos de jogo de botão espalhavam vários campos em baixo do prédio. Estrelão. Quem não tinha um? Times variados, meninos com cadernos quadriculados marcavam os gols dos seus artilheiros. Jogadores eram feitos à mão com galalite e acrílico retirados com golpes de pedras dos postes das quadras. Eram recortados com golpes de martelo e facas com pontas e arredondados e lixados nas calçadas e com lixas mais finas para o acabamento das bainhas. Os goleiros eram confeccionados em caixas de fósforo revestidas com fitas coloridas compradas na papelaria. Para ficarem mais pesados em seu interior colocavam chumbo derretido em latas de ferro (de Nescau ou Farinha Láctea) colocadas no centro das fogueiras. Os chumbos eram delicadamente retirados das rodas dos carros. Depois de derretidos, retiravam o suporte de ferro que fixava o chumbo às rodas e entornavam o belo líquido prateado e quente nas caixinhas. Fazer novos botões e criar novos goleiros eram trabalhos manuais que demandavam tempo e criatividade. As bolinhas preferidas não eram redondas e revestidas com pano como as que os profissionais jogavam, e sim pecinhas retiradas do jogo War ou em alguns jogos, um pequeno dadinho. Cada jogada era narrada pelo dono do seu time e autor dos nomes dos jogadores que imitavam os craques dos campos. Os gols eram descritos com emoção e com sons imitando uma grande torcida em um estádio lotado de torcedores eufóricos. Jogavam e falavam o tempo todo. E a cada gol o caderninho recebia mais uma marcação de mais um gol, de mais um jogador de botão que levava o nome de algum ídolo do futebol.
Dia 31 de dezembro à tarde disputavam com os mais velhos da quadra o tradicional futebol vestidos de mulher. O famoso futgay chamava a atenção pelos figurinos esdrúxulos com pernas cabeludas por baixo de saias coloridas, batons, blush, lápis de olho. Laranjas faziam o papel de seios apoiados nos sutiãs emprestados das irmãs, mães ou tias que ajudavam a compor os modelos que iriam alegrar o último dia do ano. Não só sutiãs eram emprestados, é claro que toda a roupa. O curioso era olhar aqueles panos e imaginar se as donas iriam querer de volta, pois apareciam com cada peça fora de moda que só poderiam estar dentro de um baú. Usar aquilo só dentro de casa e quem sabe no escuro. Era engraçado ver os pais dos mais velhos participando também de confraternização que alguns olhavam de longe, talvez doidos de vontade de participar, mas muito mais preocupados com a reputação que primavam em zelar. Não havia preconceitos e se existia algum homem realmente chegado aos prazeres de se vestir de mulher e requebrar igual a uma bicha louca e desvairada, estava enfim, em casa. Podiam liberar a louca vontade de interpretar, com caras e bocas, que todos o achariam no máximo muito engraçado e surpreendentemente realista, e diriam que fulano era de fato um artista cheio de dotes delicados, sem lhe render nenhuma suspeita, afinal estavam todos brincando e se alguns desmunhecavam mais que outros, a culpa era da cerveja que tomaram durante os preparativos para a peleja. O futebol ficava a desejar, bom pelo menos para aqueles que estavam muito bêbados ou para aqueles que as roupas atrapalhavam limitando seus movimentos a pequenos passinhos e inevitáveis tombos de cara na areia. Outros já arrancavam ou rasgavam as saias para lhes garantir mais flexibilidade para jogarem mais e quem sabe conquistar a artilharia do futgay daquele ano. Marmanjos, franzinos, gordos, altos, baixos, jovens e velhos buscavam se despedir do ano velho debochando das dificuldades do ano que estavam deixando para trás. O humor era predominante e quantos risos e alegrias aquele campo de futebol de areia registrou. Moradores desciam, alguns privilegiados olhavam pela janela de seus apartamentos e por algumas horas o mundo era cor de rosa.
Jogavam também bola de gude e ateavam fogo no mato seco e alto que existia no centro da quadra. Colocavam garrafas plásticas na ponta de pedaços de pau e levavam ao fogo, dizimavam centenas de formigas atingidas por pedaços de plástico incandescentes que pingavam nervosamente sobre as pobres coitadas que diante do perigo ficavam desnorteadas com o ataque de gigantes e suas tochas ardentes. Algumas vezes se queimavam também e como doía aquele plástico em chamas sobre a pele. Logo todo o mato estava queimado e tudo estava preto e cinza e o cheiro de suas roupas os denunciava. Já estava mexendo com fogo menino! Exclamavam suas mães e não havia como negar. O cheiro impregnava nas roupas, pele e cabelos. Era como comer mexerica e achar que ninguém iria saber.
Nos jogos de bete que duravam um dia inteiro, catavam latas nas lixeiras ou nos postos de gasolina, procuravam pedaços de madeira nas proximidades de alguma obra, ou até mesmo cabo de vassoura trazido de casa, para desespero das mães. Desenhavam as casas no chão e colocavam as latas, alvos a serem derrubados por quem estava com a bola e defendidos pelos portadores dos betes. Duas duplas disputavam no par ou ímpar quem iniciaria a partida com os betes. Em dias movimentados o melhor era não perder, muitos aguardavam para jogar e sair do jogo implicaria em esperar muito. Porém, aguardar tinha lá suas vantagens como fazer gozações com aqueles que corriam atrás das bolas rebatidas com muita força. Valia a pena gritar com o pobre coitado que iria, segundo as honrosas saudações do público, pastar. Sim, pastar era o termo gritado e acompanhado de vaias e berros para o jogador que teria que correr e trazer a bola de volta ao jogo, isso se a distância a percorrer fosse suficiente para impedir a vitória dos jogadores com a posse dos betes, caso contrário iria andando pegar a bola com o gosto amargo da derrota, sob vaias e protestos. Bolas já haviam sido isoladas com tanta força que sumiam e se não aparecesse alguém com outra bola era o fim dos jogos. Usavam bolas de tênis e também de borracha, estas últimas sumiam com mais freqüência, pois eram mais leves e geralmente escuras ao contrário das amarelinhas peludas, mais pesadas e limpas.
Não havia uma só árvore na quadra que deixaram de subir. Todas já suportaram seus pesos e balanços e presenciaram seus tombos e seus segredos e deram-lhes os mais doces e saborosos ingás. Árvores cheias de cigarras cantando alucinadas trazendo a esperança da volta da chuva que logo chegava levantando poeira e cheiro de terra molhada. Uma sinfonia atravessada de cigarras às cinco da manhã, às seis da tarde, o dia todo. Algumas perdidas invadiam os apartamentos e se debatiam por entre as cortinas e móveis. Assustavam as crianças com o bater desesperado de suas asas contra as lâmpadas e paredes e muitas só eram descobertas quando se punham a cantar dentro de casa. Certas noites um morcego perdido também resolvia visitar algum apartamento e era um deus nos acuda. Gritos histéricos e correrias estabanadas dentro de casa. Copos caindo no chão, tombos e encontrões. Um verdadeiro alvoroço que as meninas tinham pavor porque se um morcego grudasse em seus cabelos, seria o fim, diziam que já ouviram várias histórias de meninas que tinham um longo cabelo e tiveram de cortá-los bem curtinho porque um morcego grudou e se enroscou nos fios e não tinha como tirar a não ser cortando.
Quando cresceram um pouco mais os papos sobre as garotas começaram a surgir. Algumas brincadeiras nas escadas dos prédios renderam alguns beijos de língua e comentários para todo o fim de semana. Fulana não beija bem e senti um gosto de feijão, será que ela não escovou os dentes? Foi um comentário que surgiu certa vez. Salada mista, beijos, nervosismo, excitação, frio na barriga, medo, indiferença, curiosidade, risos e comentários para o mês inteiro. Situações vividas por eles, comentários para a vida inteira.
Soltavam bombinhas nas ruas, embaixo de latas, dentro dos bueiros, nas portas das garagens e o cheiro de pólvora tomava conta do ar. O mesmo cheiro de Copa do Mundo. Pólvora lembra Festa Junina e futebol. Cabeção comprado na loja de macumba ou na loja da 13. O de numero três era o mais procurado e mais potente. Era capaz de levantar as tampas dos bueiros e o som da explosão se espalhava por todo o subterrâneo da quadra. Latinhas se estilhaçavam e seus pedaços ultrapassavam o sexto andar dos prédios. Nas portas das garagens utilizavam o recurso de bomba relógio. Um cigarro sem filtro era colocado no pavio da bombinha. Acendiam o cigarro e aguardavam tranqüilamente em um outro ponto da quadra o susto que o porteiro iria levar. Tiveram muita sorte de não machucar ninguém ou estragar algum carro. Logo a bomba explodia e o eco dava a sensação de maior potência. Abriam algumas bombas e faziam caminhos de rato com a pólvora e em uma ocasião um dos meninos despejou a pólvora no chão, colocou uma pedra por cima e chutou, o estouro foi grande e a perna do infeliz foi jogada para trás com força e ele saiu de lá mancando e sem graça com sua estupidez.
Alugavam filmes em VHS para assistirem na casa dos que tinham vídeo cassete e se espalhavam pelo chão do quarto ou da sala e se assustavam com o filme sexta-feira 13 sabe-se lá qual parte.
Faziam festinhas nos corredores dos prédios. As regras eram as mesmas das salas de aula. Nas músicas lentas meninas para um lado e meninos para outro. Demorava um pouco para o primeiro corajoso da turma chamar uma menina para encorajar os demais. Não raro os olhares, gestos nada discretos e pedidos desesperados entre os meninos duravam até metade da música até que um menino mais descolado tomava a providência de convidar uma das meninas. O importante era dançar bem juntinhos, com os rostos coladinhos e o embalo quase imperceptível, “dois pra lá e dois pra cá”, como pêndulos de um relógio de parede. Havia os que conseguiam mexer com a cintura e até falar baixinho ao ouvido de sua parceira. Já os mais desengonçados que optavam por um só passo para cada lado, porque o nervosismo era tão grande que tentar contar os passos sem perder o ritmo ou se manter concentrado para não pisar no pé da dançarina, além, é claro, da profunda falta de domínio do próprio corpo, suavam frio e na hora em que conseguiam se acertar com seu par, aparecia um menino lhe oferecendo uma vassoura e lá estava ele novamente em apuros para começar tudo de novo e isso se tivesse tempo suficiente para outra tentativa. Os desengonçados suavam frio e se os esquecessem por uma música inteira com a mesma menina havia o perigo de babarem no ombro das delas tamanha a concentração, ou seria distração? O LP na vitrola corria todas as faixas do lado A e depois trocavam para o lado B que também passava de faixa em faixa até acabar. Algumas músicas eram repetidas duas, três até quatro vezes na festa e os meninos dispunham de uma vassoura ou um lenço para oferecer a um colega e dispensá-lo e tomar em seus braços, não por muito tempo, o seu novo par, até que logo um outro faria o mesmo com ele. Não era permitido voltar a dançar com a mesma menina de imediato e dependendo, a menina dos sonhos da festa, em uma mesma música dançaria com todos os meninos que por sua vez teriam que se contentar em dançar com ela por pouco, muito pouco tempo. Bonnie Tyler com Total Eclipse of the Heart, fazia acelerar os corações apaixonados e anunciava que os casais podiam dançar felizes, bem, isso até que alguém interrompesse o romance com uma vassoura ou lencinho indesejado.
A TV também teve papel importante em suas vidas. Filmes, desenhos e seriados contribuíam para o imaginário das brincadeiras em dias de chuva. Brinquedos novos e lançamentos faziam parte dos dias de aniversários, dia das crianças e natal.
As meninas dos colégios e de outros blocos colecionavam e trocavam papel de carta. Tinham pastas grossas cheias de papéis nacionais e, principalmente, importados. Os meninos colecionavam selos em seus álbuns e jogavam bafo com figurinhas dos álbuns comprados nas bancas de jornal que raramente completavam. Brincavam também de corrida de tampinhas em pistas engenhosamente construídas no campo de areia, com rampas, obstáculos difíceis e curvas radicais. Criavam cidades imensas no campo de areia com carrinhos, Playmobil e Forte Apache. Nas brincadeiras de polícia e ladrão usavam suas armas de brinquedo ainda não proibidas e os sons pá! pá! pá! pá! pá!, não eram obtidos com espoletas de pólvora, mas sim com suas esganiçadas vozes que aos berros atiravam para todos os lados e apesar de não saberem para qual lado suas balas seguiam, todos aceitavam suas “mortes” sem mais discussões até a próxima partida.
Recordar é viver!
Não havia computador, tv por assinatura, lanchonetes que davam brinquedinhos, shoppings incrementados. Havia tempo para ser criança, tempo para não fazer nada e fazer tudo.
Tempos bons sem violência, sem maldade, tempos que não voltam mais. A não ser quando os evocamos e contamos para os nossos filhos ou comentamos com os nossos amigos.
Boas risadas.

Um comentário:

FULANA E SICRANA disse...

Hello Hello!

Demorei, mas fiz questão de fazer uma visitinha básica.

Sucesso nesse novo espaço e curte Brasília por mim pois tenho saudades dessa terra vermelha.

Beijokas,

Fulana