sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Jogo a toalha...

Uma cena que me lembro muito bem no filme A Noviça Rebelde é a do Capitão Georg von Trapp (é claro que não tinha a mínima idéia de como o personagem se chamava, mas meu bom e velho amigo Google me disse o nome dele), chamando a atenção dos filhos dizendo que a toalha de rosto servia somente para enxugar as mãos e não limpá-las e que a água e o sabonete davam conta do recado. (Algo mais ou menos assim).
Só que acontece que o meu sobrinho, aquele cabeçudo, não viu esse filme e aqui não tem nenhum Capitão von Trapp para doutriná-lo na arte de não fazer "caquinha" na toalha de rosto do banheiro da vovó.
Então, todo santo dia a toalha de rosto teima em ficar ou aparecer encardida pela má utilização de um usuário que chega da rua, molha as mãos, toca timidamente no sabonete, se é que ele o faz, talvez esfregue uma mão na outra, mas não muito, e enxuga a mistura úmida da cor de Nescau formada nas mãos e transfere a sua marca para o que podemos chamar de utensílio de uso comum, a antes limpa e agora encardida, toalha.
Deixo aqui registrada a minha homenagem ao meu querido sobrinho, que é também meu afilhado, que me faz lembrar dele sempre que vejo a toalha nequele estado lastimável, mas tenho esperanças de antes dos 40 anos ele aprenda a lavar as mãos, né seu cabeçudo?
Um grande abraço para o Perereco Joe. (seu porco!)

domingo, 25 de novembro de 2007

Tropa de Elite

Agora sim!
Agora entendo bem o que querem dizer quando as pessoas falam: pede pra sair, pede pra sair! Ou ainda quando alguém diz de brincadeira: tá com nojinho zero dois?

O filme é muito bom, excelente e o Wagner Moura, no papel do Capitão Nascimento, deu um verdadeiro show de interpretação. O cara dá medo, o cara é mau.

O sistema é osso duro de roer e é por isso que tudo fica mais complexo e difícil. Não dá para resolver o problema da insegurança pública nas grandes capitais do Brasil em uma mesa de bar. No bar a gente "pede pra sair" uma bem gelada pro nosso amigão garçon e entre uma e outra resolvemos tudo.

O fato é que se houver uma elite com vontade política em várias camadas da sociedade ainda teremos chance.

Com licença, bom dia, boa tarde e boa noite. Eu peço pra sair.

Mão amarela


Quinta-feira a tarde estava no trabalho e fui ao banheiro lavar as mãos, uma de minhas manias favoritas. Ao chegar me deparei com o sujeito que deve ter comido urubu com açúcar e tornou o ar daquele pequeno espaço suficientemente carregado ao ponto de se torcer o nariz sem muito esforço, algo como um espasmo, involuntário. O fato é que ele logo saiu e para minha infelicidade outra pessoa entrou no recinto. Não tive nem coragem de fitar a mim no espelho, tamanha infelicidade por estar no lugar errado, na hora errada. O autor da pestilência passaria a ser eu. E olha que eu nem fazia questão do registro de direitos autorais por se tratar de um ataque direto ao meio ambiente. Seria eu um dos milhares que, a cada dia, atacam sem dó, a camada de ozônio. Depois me lembrei que pela manhã ao pegar o elevador em casa para ir ao trabalho, o pequeno cubículo abriu suas portas para mim e ofereceu o que alguém ali deixou. Algo meio podre mesmo e se tivesse cor, certamente seria cinza bem escuro. Porém, já havia preparado logo uma defesa. Ofereceria a quem quer que ali entrasse, minhas mão levantadas com as palmas viradas para meu interlocutor para que ele ou ela (essa última seria bem pior) pudessem ver que elas nem estavam amarelas e que eu não tinha culpa nenhuma se alguém àquela hora da manhã já trazia dentro de si algo tão especial, fedido mesmo, que quisesse compartilhar com seus vizinhos. Para minha sorte o elevador seguiu direto para o térreo.
Olha assumir a culpa pelo pum alheio é o fim, imagine só o que tive que assumir lá no trabalho. Bom, ao menos dessa vez posso dizer que não tenho nada com isso, ou melhor, posso lavar as mãos, de novo. Cada um com suas manias.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Vale a pena ver de novo mesmo.

No domingo pela manhã meu sobrinho começou a ver o filme À Espera de Um Milagre e resolvi ver de novo. Muitas cenas já haviam sumido da memória e foi muito bom rever essa história emocionante. Fico impressionado com a capacidade que algumas pessoas têm para criar e contar histórias. Quem ainda não viu, não perca mais tempo, veja logo; e quem já viu, veja mais uma vez.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Boa leitura

Terminei de ler mais um livro. A Cidade do Sol, Khaleb Housseini, o mesmo autor de O Caçador de Pipas. Tão chocante e até mais triste que o primeiro que li do autor. A resignação das duas personagens é marcante. Não há como não sentir revolta pelo tratamento a elas dispensado e pela vida sofrida de um povo, principalmente das mulheres do Afeganistão. Apesar de ser ficção, paira no ar a certeza de que o autor descreve a intolerância, o ódio, a dor, o machismo cultural e a submissão das mulheres afegãs, com uma sinceridade literal e tudo isso é para nós, um espantoso e real absurdo. Mas, sem dúvida é uma bela história.




Sobre o livro, Marley e Eu, um amigo me questionou se eu havia chorado quando o li. Disse a ele que sim. É para mim uma reação, no mínimo sensata. A história é comovente. Lembrei e muito da minha cachorrinha, a Pimpa, que viveu por longos 17 anos. Seus últimos momentos de vida e quando meus primos a levaram para ser sacrificada ficarão em minha memória para sempre. Quando a ganhamos eu estava na quarta série e quando ela se foi eu já estava na faculdade. O amor que um cão tem pelos seus donos é realmente incondicional, puro e verdadeiro. Chorei copiosamente quando li o livro, assim como chorei quando a Pimpa virou um anjinho.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Vale à pena ler


Nos últimos quatro anos li 93 livros e os que mais gostei, indico abaixo. São leituras variadas, de autores e temas diversos. Confesso que li alguns há mais de três anos e eu deveria ler novamente para falar sobre eles um pouco mais. Vou um pouco mais longe, até alguns que li no início desse ano ou no ano passado eu precisaria folhear algumas páginas para aguçar minha memória para poder tecer quaisquer comentários.
Boa leitura!

O Amor nos Tempos do Cólera, Gabriel Garcia Márques
O Código Da Vinci, Dan Brown
A invisível Máquina do Mundo, Marianne Wiggins
O homem duplicado, José Saramago
Marley e Eu, John Groogan
O Mundo de Sofia, Joost Gaarder
O caçador de pipas, Khaleb Housseini
Anjos e Demônios, Dan Brown
Paula, Isabel Allende
Caixa-Preta, Ivan Sant´Anna
Nunca desista dos seus sonhos, Augusto Cury
Pais Brilhantes Professores Fascinantes, Augusto Cury
O monge e o executivo, James C. Hunter
O Terapeuta de Bolso, Susanna McMahon
Não conte a ninguém, Harlan Coben
O rei das fraudes, John Grisham
Uma Vida Interrompida, Alice Sebold
A dádiva de Hannah, Maria Housden
Memórias de minhas putas tristes, Gabriel Garcia Márques
Jesus, o maior líder que já existiu, Laurie Beth Jones
As cinco pessoas que você encontra no céu, Mitch Albom
O Grande Roubo do Trem, Michael Crichton

Mudanças... Fé

Sai governo, entra governo.

Mudanças pra lá e pra cá.

Final de janeiro saio de férias.

Se até lá tudo estiver na mesma, tudo bem, mas... (sempre existe um porém)... pode ser que quando volte, nada seja como antes.

São quase dez anos de especulações, transições, chateações, mas são tempos muito bons, apesar dos pesares.

O jeito é esperar e não desesperar.

Meu bom Deus que me ajude!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tá dando onda









Fui ver e recomendo. Um programa bem descontraído e divertido. Vale a pena ver Cadú Maverick, nascido no "Frio" de Janeiro e seu amigo João Frango, brother lá do Pantanal, um hilário surfista "pode crer" que certamente lembra algum doido que você um dia conheceu na vida.

É maneiro brother!

Lembrei das minhas férias no Rio de Janeiro, lá em Copa, pegando jacaré e tomando um monte de caixote.

Quando era menor, as ondas me davam rasteira de tão fortes que eram. Já fui parar muitas vezes na areia no meio das pernas das vovós que ficavam na beirinha tomando banho de baldinho.

Mas já peguei uns tubos irados.

Quem já tomou um caixote na vida sabe como é aquele desespero de ficar sacudindo embaixo da água sem saber para onde é o céu e aonde está o chão. Pior é quando você se rala todo na areia. (Nessa hora você sabe aonde está o chão).

E quando a onda vem e não dá tempo de chegar!!!

E quando você acha que conseguiu passar pela onda, você está lá em cima, bem na crista dela e uouuuuuuuuuuuu....... caixote brother.

Sensação desesperadora de não poder fazer nada... é só esperar chegar lá na beirinha, todo ralado.

Valeu e boas ondas!