quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O caçador de pipas, o filme.


É claro que o roteiro que visualizamos quando lemos um livro nunca é igual ao de outra pessoa e não será igual ao do diretor do filme originado pela obra.
No meu caso gostei muito do filme por vários motivos. Um deles pelo fato de podermos ouvir as músicas e ver as danças do Afeganistão, o que enriquece a história. A paisagem se aproxima daquilo que imaginamos, mas ficamos limitados às imagens que temos (pelo menos no meu caso) registradas em matérias vistas na televisão: um País construído em um deserto com muita areia e ruínas. Como faz algum tempo que li o livro, alguns detalhes se perderam pelo caminho e estes foram se revelando com o passar das cenas do filme. Acredito que a distância entre a leitura da obra e o filme está diretamente ligada à maneira como vamos reagir durante a comparação inevitável.
Não há como um diretor registrar todos os detalhes relatados na obra, acredito que um filme que busque seguir fielmente as páginas de um livro esbarre em cifras gigantescas e extrapole as tradicionais 2 horas comumente dispensadas aos filmes. Pode ser que além da limitação financeira exista a preocupação em mostrar uma história longa demais e quem sabe, fazer muitos dormirem no cinema, desta forma alguns detalhes ficam de fora, e nessa hora o livro, mais do que nunca, mostra sua força, mostra que é insubstituível.
Vale a pena ver o filme e também ler o livro, na ordem que você quiser.
Abraços.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Fim

Em complemento à publicação de ontem...
Foram só dois os dias de fevereiro que passei em companhia de Liesel, Rudy, Max, Hans, Rosa e outros. Mas guardarei para sempre a história da menina que roubava livros.
“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência, a vossa!” (Cecília Meireles).
Certo austríaco lunático as usou assustadoramente para o mau.
Suas palavras varreram milhões de almas da face da terra.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O primeiro de 2008

Quando um livro é, no mínimo interessante, desenvolvo uma espécie de cumplicidade com os personagens. Quando o livro é muito bom, faço parte da história, divido cada página com eles. A menina que roubava livros é um livro muito bom.
Como não gosto de ler um livro em um só dia, guardo vários encontros marcados com os personagens, e no caso da obra da roubadora de livros, sinto imenso prazer em encontrar, a cada página, a menina Liesel Meminger, como também seus melhores amigos Rudy e Max; e com o pai adotivo da encantadora garotinha, Hans. Posso dizer que a minha melhor amiga em janeiro de 2008 foi uma fascinante e comovente personagem que roubava livros.
O livro é encantador, porém, triste como muitos que abordam o tema da 2ª Guerra e da estupidez nazista.
O curioso é que ao passear por uma livraria ontem, dia 31 de janeiro, enquanto minha filha se deliciava com os livros da seção infantil, me deparei com a obra Mein Kampf, de Hitler. Há anos eu me perguntava se tal livro estaria disponível nas livrarias. Li a nota da editora que justificava o motivo da publicação da polêmica obra do autor que o mundo conhece bem. Sobre a nota reconheço que é apropriada, e sobre a obra, confesso que não tenho coragem para ler.
Nota: falando sobre o carnaval. Julgo que também foi apropriada a decisão judicial de retirar o polêmico carro alegórico da Viradouro. Acredito que o caso não é de censura e sim de muito bom senso.
Retornando ao livro, confesso que em fevereiro de 2008 (pelo menos nos primeiros dias), continuarei ao lado da minha melhor amiga Liesel, pois ainda não terminei de ler o livro (já estou no finalzinho). A minha vontade de falar sobre ele era tamanha, que eu não pude esperar os últimos capítulos.
Resumo da obra: não espere o livro chegar até você. Vá até ele.
Até breve.