O primeiro contato que tive com uma bailarina foi na historia do Soldadinho de Chumbo. Lembro que eu tinha um livro na escola e o conto ficava no final, nas últimas páginas e havia algumas ilustrações do soldadinho de uma perna só e da linda bailarina.
Em 2003, após se aposentar, minha mãe manifestou o interesse em fazer balé.
Obteve o apoio de todos da família e lá se foi.
Obteve o apoio de todos da família e lá se foi.
Perto de casa, na 116 sul, no Estúdio de Dança Regina Maura, iniciou suas aulas, retomou um sonho antigo.
"Regina Maura é ex bailarina do teatro Municipal do Rio de Janeiro, formada pela Escola de Dança do Teatro Municipal, pela Royal Academy of London e vários cursos no exterior".
Curioso que muitos anos atrás, quando trabalhei como office boy na extinta Telebrás, dos 14 aos 18 anos, dentre os inúmeros serviços que fiz um em especial era ir ao banco realizar pagamentos e saques para os empregados. Quando minha mãe disse aonde iria fazer balé, lembrei das muitas contas de telefone do Estúdio de Dança Regina Maura que levei até a boca do caixa para realizar o pagamento. O pai da futura professora da minha mãe trabalhava na Telebrás. Bem, eu poderia não conhecer até então uma bailarina, mas eu pude contribuir para que ao menos o telefone do estúdio não ficasse mudo. E anos depois esse telefone seria a ponte de ligação da minha mãe e seu sonho: o balé.
No início parecia querer deixar de lado a decisão e desistir.
Já no final do primeiro ano fomos ao Teatro Nacional de Brasília para a primeira apresentação da nossa bailarina: O Quebra Nozes.
De lá para cá já foram várias apresentações e durante esses anos o balé se tornou algo popular para nós, graças a nossa bailarina. Ensaios cansativos, nervos a flor da pele e vontade de deixar tudo de lado, mas com persistência e perseverança, ela foi em frente.
Ao final de cada ano estávamos no Teatro Nacional, geralmente na Sala Martins Pena para aplaudir a primeira bailarina da família.
Ao final de cada ano estávamos no Teatro Nacional, geralmente na Sala Martins Pena para aplaudir a primeira bailarina da família.
A Bela Adormecida, Era uma Vez, Don Quixote e Copélia foram outros espetáculos que assistimos.
Minha mãe pisou no mesmo palco com nada mais nada menos que Mônica Berardinelli e Marcelo Misailidis, donos de admiráveis currículos e vidas dedicadas ao balé.

"Mônica Berardinelli é bailarina clássica e moderna, tendo sido convidada a participar de produções de diversos grupos de Brasília. Em 91 estagiou na Washington School of Ballet, tendo sido convidade para ministrar curso de dança moderna nessa escola".
"Marcelo Misailidis é o primeiro bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde dançou, ao longo dos anos, os principais papéis do repertório Clássico ao lado de nomes como Ana Botafogo e Cecília Kerche".
No final de julho de 2008 serão cinco anos de muito suor, dedicação e exemplo para todos nós.
As bailarinas da melhor idade já foram matéria de jornal e Tv. Nossa mãe saiu no Correio Braziliense e na Record no jornal local e deu até entrevista.
As bailarinas da melhor idade já foram matéria de jornal e Tv. Nossa mãe saiu no Correio Braziliense e na Record no jornal local e deu até entrevista.
Com orgulho digo a todos que minha mãe é bailarina.
Parabéns para a primeira bailarina de nossas vidas.
2 comentários:
Ai primo, que coisa mais linda... ela viu isso? Nossa fiquei até emocionada. Vc é dez primo, mto fofo mesmo! Amo tu! Renata
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