domingo, 18 de maio de 2008

Turbilhão de lembranças.

Chegamos por volta das 19 horas, uma hora antes do espetáculo. Minha mãe e minha filha iam assistir ao show do Holiday on Ice no Ginásio Nilson Nelson, palco de inúmeras lembranças. Aliás, todo o complexo esportivo composto pelo próprio Nilson Nelson, o Estádio Mané Garrincha, o Autódromo Nelson Piquet, o Ginásio Cláudio Coutinho e o parque aquático do DEFER trouxeram dezenas de fatos há muito esquecidos.
Ao deixá-las no portão das cadeiras rosa, saí devagar com as mãos nos bolsos chutando pedrinhas no chão sem pressa para ir embora.
Parei e fitei todo o perímetro que minha visão alcançava. Comecei a puxar do fundo da memória tudo o que aquele local evocava.
De frente para a nave do Nilson Nelson olhei para minha esquerda e lembrei do estacionamento que parti com o carro da Auto Escola no dia da prova para tirar a Carteira de Motorista. Que nervosismo! A perna esquerda sobre a embreagem não parava de tremer. Mesmo depois de já ter obtido êxito na baliza e no estacionamento.
Olhei de volta para o ginásio e lembrei que quando fiz vôlei no DEFER joguei uma partida lá dentro e ainda tenho fotos desse jogo em que fomos derrotados.
Lembrei da geração de prata do vôlei brasileiro e de alguns nomes: Amauri, Xandó, Montanaro, Renan, Willian, Bernard, Bernardinho, Badalhoca e muitos outros que não lembro o nome.
Assisti muitas partidas desses caras e tive contato direto com o Willian e o Amauri. Como meu pai trabalhava no DEFER e era árbitro de vôlei, além da proximidade com as estrelas, eu e minha irmã até ganhamos uma bola de vôlei importada (coisa que naquela época era o máximo) autografada pelos jogadores da extinta União Soviética.
Vi várias vezes o saque Jornada nas Estrelas do Bernard e lembrei das provocações dos Cubanos que ganhavam todas.
Lembrei de tempos bem mais antigos, dos jogadores do Harley Globetrotters, dos jogos que assisti, mas há tanto tempo que somente uns pequenos flashes na memória me permitem lembrar que depois dos jogos, mais ou menos entre o ginásio e o estacionamento, alguns deles passeavam lá fora e que eu os olhava com o pescoço para trás de tão altos que os black powers eram.
Tenho inúmeras histórias daquele local, mas por hora somente essas bastam.
Deixo para depois os shows no Mané Garrincha do Sting com abertura de nada mais nada menos que Capital Inicial, que, aliás, achei muito melhor que do Sting.
Tenho uma outra que merece uma postagem à parte: o fatídico show, e último em Brasília, do Legião Urbana também no Mané Garrincha. O tumultuado show que mal começou e terminou em pancadaria e selvageria.
Corridas de Stock Car no autódromo onde recebi o autógrafo do Nelson Piquet, que estava com o Nelsinho no colo.
Show no Nilson Nelson dos Paralamas.
Show no Cláudio Coutinho da banda Zero, encerrando o FICO (Festival Interno do Colégio Objetivo).
Alguns jogos de futebol no Mané Garrincha, dentre eles a vitória do Gama quando foi campeão da 2ª divisão do Brasileirão, dentre outros.
Lembrei também da época em que fazia natação e fui expulso por que não queria nadar. Essa merece também um capítulo à parte.
Tudo em seu tempo.
Quantas lembranças agradáveis (se bem que essa da natação não é tão agradável assim), mas valeu à pena ficar ali por uns trinta minutos contemplando o ir e vir das pessoas, o cheiro da pipoca estourando nas panelas, o churrasquinho ao lado, a fumaça seguindo com o vento, os ambulantes vendendo balas e os cambistas e seus ingressos de lá para cá a oferecer o melhor lugar pelo melhor preço.
Voltei para casa e escrevi essas linhas.
Ando desanimado, mas quem não fica às vezes assim?
Melhor do que ser uma companhia chata e desagradável.
Melhor poupar a todos dos meus períodos de apatia, pois em dias assim, são necessários momentos de quieta solidão.
Dias de preguiça e de vontade de não fazer nada.

Daqui a pouco volto para o Nilson Nelson, o show em breve acaba. Quem sabe mais lembranças surgem.... Já lembrei de outras. Incrível!
Até breve.

3 comentários:

Unknown disse...

Há qto tempo nao entrava aqui. Adoro ler seus textos, mas a loucura do dia a dia não nos permite quase nada, além de nossa própria rotina. Ler esse, expecificamente, me trouxe tantas lembranças boas, assim como as suas. Lembrei tbm das minhas aulas de natação do defer, dos shows no Nilson Nelson, aliás, certamente vc nao foi ao show dos Menundos! Eu sim, estava la! Nem sei qtos anos tinha, talvez uns 7! Mas foi ótimo! E o da Xuxa???? Nossa... o tempo passa rápido, hj estou aqui envolvida com meus pequenos, que me dão tanto trabalho e me deixam com pouquíssimo tempo livre. Mas vale a pena, eles nos trazem muitas alegrias.
Bom, adorei esse texto, adorei relembrar de tanto que já vivi, adorei perceber que ainda temos muito a curtir tbm.
Voltarei e entrar aqui com frequencia. Ainda bem que vc mandou o email.
Beijos

M M's disse...

Oi Marina bem-vinda novamente. Você me fez lembrar que eu havia me esquecido que fui sim ao show dos Menudos e fiquei nas cabines acima das cadeiras. Quantas lembranças engraçadas. Minha prima estava comigo. Não me lembro muito do show e do que aconteceu, mas eu estava lá "curtindo" os carinhas do "não se reprima". Muito bom. Valeu. Beijos. Mande um abraço rubro-negro ao Arthur.

Unknown disse...

Abraços flamenguistas dados. Vcs rubros-negros estão felizes neste ano, nao é?
Mas realmente nao acredito que vc foi ao show dos menudos. Eu tbm nao me lembro de quase nada, somente de que fui!
Beijos e até a próxima!