Deu no Fantástico.
Um grupo de balonistas profissionais alguns já com os cabelos grisalhos entre eles coronéis da PM e até um brigadeiro reformados que fazem parte da Sociedade Amigos do Balão desafiam a Lei afirmando ser ela inibidora da arte, do folclore e da cultura.
Reformados deveriam ser os conceitos de pessoas de que se esperam ao menos o exemplo de civismo e ordem.
A questão vai muito além de qualquer lei. Vai muito além de um grupo de senhores que ainda brincam com fogo mesmo sabendo que quem faz isso molha a cama. Porém, essa brincadeira pode matar não eles, mas outros tantos.
Parece que os tempos passaram e as mentes sequer evoluíram ou quem sabe, regrediram.
As conseqüências que um balão ao cair, que pode ser em qualquer lugar, causa, são notórias e não precisa haver lei ou a irresponsável afirmação em cadeia nacional de que para um grupo a lei é ilegal.
Basta se ter o mínimo de consciência moral, pois, existem regras que são passadas de geração a geração, que não estão escritas em lugar nenhum, mas se espera que todos as cumpram, como por exemplo, comer de boca fechada, respeitar os mais velhos, estudar, fazer o dever de casa, não furar fila etc. Um lugar que todos conhecem muito bem e tenho certeza que o grupo dos senhores balonistas também: esse lugar se chama berço.
E esse grupo quer se respaldar em uma suposta ilegalidade quando a moralidade está em jogo?
Diga-se da passagem que se trata de um grupo que se enquadra na turma do você-sabe-com-quem-está-falando.
E esse grupo se mostra não como o dono da razão, mas sim, o sinônimo dela.
O sinônimo do comigo ninguém pode.
A idelização do absurdo disfarçado de arte, cultura e folclore.
Desde quando algo imoral é arte? Cultura? Folclore?
Pena que os senhores de cabelos grisalhos se divertem com os balões cheios e não com seus netos soltando pipas.
Talvez tenham murchado para outros prazeres.
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