A primeira vez que levei meus enteados a um jogo de futebol no Mané Garrincha disse a eles que lá dentro, durante o jogo, eles podiam falar palavrão. Lembro que os dois sorriram e se falaram algum eu não lembro, mas eu devo ter gritado alguns e em especial o clássico que manda lembranças a senhora mãe do juiz. Hoje (domingo 29/06) ao assistir ao jogo de handball do meu sobrinho na final do campeonato, quase realizei o habitual ritual que está em qualquer cartilha do torcedor boca suja, mas sabe como é, havia muitas crianças, aquele clima família, dois times de tradicionais escolas católicas de Brasília, aqueles juízes filhos da mãe, a derrota por um gol, uns pais mais chatos do que a gente, um pentelho imitando o Romário mandando a torcida calar a boca quando fez gol, outro fazendo cera, aqueles juízes filhos da mãe de novo e as coitadinhas em casa sem saber de nada. Mas valeu! Meu sobrinho tem talento e os juízes são uns filhos da mãe mesmo. Não pensem que estou falando mal dos árbitros por que o time do meu sobrinho perdeu, mas os caras fizeram vista grossa em alguns lances. Não vou deixar de comentar sobre os méritos dos meninos do Marista que souberam aproveitar mais os ataques enquanto os meninos do Santo Antônio em muitos lances mostraram impaciência ao tentarem o gol sem trabalhar melhor as jogadas. Parabéns aos atletas!
Dentre as inúmeras atividades que meu falecido pai desempenhou, uma delas foi a de ser árbitro de vôlei. Estava pensando quantas vezes minha avó Wanda foi lembrada em algumas partidas. Uma vez no Ginásio Cláudio Coutinho, fui assistir com minha mãe a uma partida de vôlei de algum campeonato brasileiro, universitário ou estudantil, o mesmo ginásio que hoje está caindo aos pedaços, tamanho o descaso dos juízes, digo, dos governantes que demonstram a real consideração dispensada ao esporte em Brasília. Ao serem apresentados para a torcida, o trio de arbitragem, todos de branco, uma chuva de vaias ecoava pelo estádio e, contra todos os berros, os meus esganiçados gritos pedindo para que parassem de vaiar aquele sujeito que dava um passo à frente e erguia o braço para saldar um bando de mal educados, solicitando que não fizessem aquilo, afinal, tratava-se do meu pai e minha avó estava lá no Rio de Janeiro e não estava ouvindo nada. Na verdade a minha atitude foi, além de espontânea, engraçada, e não havia como não estar conformado com uma reação que parece ter nascido com os primeiros primatas quando algum macaco filho da mãe resolveu bancar o juiz no primeiro campeonato entre os primatas que comiam mais bananas ou catavam mais piolhos. Os esportes e suas regras, as torcidas e suas reações. Cada macaco no seu galho. O papel das torcidas é torcer por algum time e tripudiar os árbitros que já entram em campo derrotados e sem torcida. Eu fiz a minha torcida particular para o meu pai, mas o juiz não ganha nada, além do pagamento, xingamentos e vaias. Quem mandou escolher uma profissão assim! Quem mandou sermos tão mal educados.
Dentre as inúmeras atividades que meu falecido pai desempenhou, uma delas foi a de ser árbitro de vôlei. Estava pensando quantas vezes minha avó Wanda foi lembrada em algumas partidas. Uma vez no Ginásio Cláudio Coutinho, fui assistir com minha mãe a uma partida de vôlei de algum campeonato brasileiro, universitário ou estudantil, o mesmo ginásio que hoje está caindo aos pedaços, tamanho o descaso dos juízes, digo, dos governantes que demonstram a real consideração dispensada ao esporte em Brasília. Ao serem apresentados para a torcida, o trio de arbitragem, todos de branco, uma chuva de vaias ecoava pelo estádio e, contra todos os berros, os meus esganiçados gritos pedindo para que parassem de vaiar aquele sujeito que dava um passo à frente e erguia o braço para saldar um bando de mal educados, solicitando que não fizessem aquilo, afinal, tratava-se do meu pai e minha avó estava lá no Rio de Janeiro e não estava ouvindo nada. Na verdade a minha atitude foi, além de espontânea, engraçada, e não havia como não estar conformado com uma reação que parece ter nascido com os primeiros primatas quando algum macaco filho da mãe resolveu bancar o juiz no primeiro campeonato entre os primatas que comiam mais bananas ou catavam mais piolhos. Os esportes e suas regras, as torcidas e suas reações. Cada macaco no seu galho. O papel das torcidas é torcer por algum time e tripudiar os árbitros que já entram em campo derrotados e sem torcida. Eu fiz a minha torcida particular para o meu pai, mas o juiz não ganha nada, além do pagamento, xingamentos e vaias. Quem mandou escolher uma profissão assim! Quem mandou sermos tão mal educados.
Um comentário:
Engraçada essa Mário... Legal saber que temos um esportista na família. O Pedro e as suas surpresas. Ele tá tão homenzinho já, que sinceramente acho até engraçado. Queria até ver um jogo dele. Pena que não deu dessa vez, mas fiquei feliz em saber desse dom, afinal não é qualquer um que consegue ser um bom jogador, muito até tentam, mas poucos se destacam. E em relação aos juízes...rs...estão lá para serem xingados mesmo...rs, até mesmo qdo um deles é nosso tio. Beijos,
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