domingo, 14 de setembro de 2008

A Montanha e o Rio

O que você ainda está fazendo aí sem saber o que ler?

Tive somente uma dificuldade com a associação entre os personagens e a imagem que atribuía a cada um. Uma teimosa mania de ocidentalizar todo e qualquer personagem que surgia. Quando me via estava mentalizando rostos "americanizados" ao invés de puxar seus olhinhos e torná-los orientais.

Uma bela história, um belo romance. Dois irmãos: um nascido em berço esplêndido e o outro ilegítimo. Uma mulher que os conhece em momentos distintos e os ama intensamente sem saber que a vida tem planos, nem sempre carregados de sonhos e realizações, para os três.
O destino tempera com amor e ódio, força, obstinação, poder e luta as vidas dos meus recentes amigos que conheci em A Montanha e o Rio.

Como deve ser o céu?

Ontem fui surpreendido com a notícia do falecimento da enfermeira Aracy Arnaud Sampaio (ler postagem abaixo).
Agora ela poderá se encontrar com seus velhos companheiros de guerra que já se foram.
Descanse em paz.
Mande lembranças ao meu avô e meu pai.
Como deve ser o céu?

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A origem de um nome

Qual a origem do seu nome?

Na semana passada o Correio Braziliense apresentou uma série com quatro matérias sobre a Força Expedicionária Brasileira - FEB. Por tratar de assunto que sempre me chamou a atenção, li todas as matérias na esperança de achar qualquer informação sobre o meu avô Ten. Cel. Newton Ribeiro Cardoso, herói de guerra que foi à Itália combater os países do Eixo. As matérias baseadas em documentos secretos da FEB relatam fatos curiosos sobre os nossos combatentes no front, além de problemas durante o recrutamento. O fato é que ao procurar por meu avô, encontrei algo que estava diretamente ligado a mim, ao meu nome.

Soube a algum tempo que a origem do nome do meu pai, que também é o meu, estava ligada a uma homenagem do meu avô a um grande amigo. Sabia que esse amigo fora atleta e campeão na modalidade em que disputava, porém, não sabia qual modalidade era essa, se era natação ou atletismo. Mas sabia que ele também havia ido para Itália em uma divisão que não era a mesma do meu avô. Foram grandes amigos e combateram os nazistas em território italiano.

Na última reportagem que saiu na quinta-feira dia 28 de agosto, mostrava o depoimento de uma enfermeira de 90 anos, Aracy Arnaud Sampaio, que atualmente mora em Taguatinga e foi uma das 73 enfermeiras brasileiras que foram à Itália. Só de escrever essas próximas palavras confesso que experimentei a mesma sensação que tive ao ler por três vezes o mesmo trecho da matéria em que ela dizia: “dentre os muitos heróis, lembro-me com mais carinho do Mário Márcio Fontanilas da Cunha, campeão sul-americano de salto com barreiras, que esteve por mais de três meses aos meus cuidados”, diz Aracy em seu livro de memórias. “Ele ficou paralítico, apesar de todo o tratamento de recuperação feito nos Estados Unidos.

Registro a espetacular experiência de me emocionar com essa história a qual compartilho com vocês.

Tenho a marca de um herói de guerra no nome e de outro, no sangue.