domingo, 2 de novembro de 2008

Medalha

Em pé: Germano, Chicão, Wandenor, Ricardo, que Mário?, Gilson, Esteamer, Isidório.
Agachados: Lobo, Jessé, Lopes, Júlio e Augusto.


Eis que depois de duas décadas volto para casa com uma medalha. As primeiras que ganhei levava orgulhoso para mostrar aos meus avós. Elas eram fruto de vitórias dos jogos contra times de outras quadras próximas a minha, nos gramados sinuosos e cheios de árvores, onde as traves eram marcadas com pedaços de pau fincados no chão e apoiados com pedras. Não havia a trave superior e a altura limite dependia do tamanho do goleiro. Bolas muito acima dos braços estendidos eram consideradas altas e superavam a linha imaginária, que para cada um era um lugar diferente.

Eis que nós homens continuamos a brincar de bola depois de grandes e disputamos campeonatos e brigamos e xingamos e torcemos e rezamos antes dos jogos e aquecemos como os profissionais e comemoramos com vontade os nossos gols e não gostamos de tomar gols. Hoje passei ao lado do cemitério antes de ir jogar sem saber se voltaria com a medalha, e na volta pelo caminho contrário, novamente passei por onde vovô e vovó estão descansando e no dia de lembrar dos nossos mortos trouxe para eles uma medalha, a mais legal delas, a que ganhei ao lado dos colegas de trabalho, os mesmos que se abraçaram como crianças sorridentes depois que ganhamos nos pênaltis o terceiro lugar, ganhamos também a nossa suada conquista pessoal. Como é bom brincar de ser criança, jogar bola uniformizados, com juiz e apito e gols com rede. Posso até ver a carinha dos meus avós sorrindo para mim com a minha medalha. Como é bom ganhar! Aos meus companheiros, muito obrigado! Obrigado por me darem a chance de trazer para casa uma medalha e poder oferecê-la aos meus queridos e sorridentes avós que estão no céu.

Um comentário:

Anônimo disse...

Prepare-se:
QUERO VER ESSA MEDALHA!!!!
Uhuuuuuu... mais um segredo...kkkkk.
Foi ótimo!
kkkk