Dando continuidade ao meu empolgado processo verão 2009 fui mais uma vez ao Parque da Cidade correr meus 4 km e repetir o que fiz ontem. Era quase 20h e a iluminação pública já estava ligada. Com isso a invasão dos indesejáveis insetos voadores que surgiram aos milhares tomando conta da pista. A primavera e seus desencantos. Comecei a caminhar até o ponto onde inicio o percurso. Estávamos eu e minhas canelinhas de fora, herança de algum primo distante da Etiópia, prontos para o que seria mais uma agradável corrida de 20 minutos. Observei e cheguei à conclusão que aquilo era uma selva. Nuvens de insetos voando desorientados pelo parque e nós humanos invasores nos debatendo para espantá-los. Muitos davam braçadas no ar para expulsá-los do caminho e outros pareciam indiferentes. Escolhi a indiferença como postura e segui meu caminho. Bastaram poucos metros para que na nuvem de aleluias, algumas mais abusadas me atingissem a face. Não sei por que uma delas foi direto em meu nariz, (herança de algum primo tucano), e outra bateu as asas em meu olho direito. Ainda estava com o celular nas mãos sintonizando a trilha sonora que me acompanharia (que engano) na minha São Silvestre particular. Imediatamente meu nariz começou a coçar e meus olhos a lacrimejar intensamente. Era como se eles tivessem vida própria e chorassem sem qualquer comando vindo da alma. Com a mão direita cobri o nariz e os olhos e tentava abri-los e enxugá-los, mas não conseguia. Já havia tomado o rumo de volta desejando jogar água na cara. Estava desolado com a revolta dos insetos, porém a revolta era minha por eles eliminarem qualquer possibilidade de concretização do plano barriga sarada para o verão em Porto de Galinhas. Voltei com a cabeça baixa e levando “aleluiadas” nas orelhas e no cabelo. Parecia que todas queriam pousar somente em mim. Para alguns eu devia estar chorando copiosamente após uma ligação telefônica, e talvez para outros estaria eu emocionado com tamanha gratidão da primavera: uma chuva de insetos enchendo o meu saco. O que seria uma corrida de 4 km acabou virando uma cena ridícula desenrolada em pouco mais de 40 metros. Essa foi a minha história de hoje: o dia em que os insetos arruinaram os meus planos. Uma espécie de efeito borboleta. Lembrei dos Titãs e daquela música em que eles cantam que as zebrinhas listradas, ursinhos peludos (e acrescento insetos malditos) vão se...........
Um comentário:
Primo, fico imaginando a cena...rs... engraçado d+ a forma que vc colocou.
Um beijo e muitos, muitos comentários em 2009.
Vamos lá!
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