sábado, 31 de maio de 2008

101 dias em Bagdá

Apesar de sabermos o que ocorreu durante os ataques dos Estados Unidos ao Iraque, pelo menos o que nos foi mostrado pelos telejornais, quais foram os mocinhos e bandidos da história e que eles estão dos dois lados, a leitura não deixa de ser interessante e muito boa.
Sabemos que os Estados Unidos invadiram o Iraque com supostas provas de que lá havia armas de destruição em massa que colocavam em risco a humanidade.
Mas pouco sabemos dos civis iraquianos atacados, mortos e mutilados pelos tiros dos tanques e dos rifles dos soldados americanos assustados e com sede de vingança pelo 11 de setembro. Ou até pelo fogo amigo dos mísseis terra-ar que caíam sobre mercados e casas.
Motivações absurdas para uma guerra inventada. Não havia arma nenhuma. Havia um povo massacrado por um tirano que teve a morte por enforcamento transmitida pela Tv e que antes fora capturado em um buraco e estava sujo e maltrapilho. Outras imagens que foram transmitidas para o mundo inteiro mostravam um Saddan assustado e acuado sendo examinado com a boca aberta mostrando a língua para o médico. O bravo e temido líder do Iraque mais parecia um mendigo largado.

Como são bons os Norte Americanos. Eles salvaram mais uma vez uma nação oprimida.

Espero que eles não inventem nos salvar com o pretexto de que a Amazônia, por ser considerada somente por eles, área internacional, está ameaçada e que nós não temos condições de protegê-la. E que os silvícolas, os índios e macacos que habitam a densa selva são portadores de vírus mortais que podem dizimar toda a população do mundo em alguns meses caso entrem em contato com algum civilizado, causando uma verdadeira epidemia que só os "Top Guns" ianques possuem o antídoto.

Os "Tupy Gangues" cuja Capital é Buenos Aires, além de subdesenvolvidos não detém tecnologia ou competência para administrar tamanha biodiversidade.

Pode parecer muita loucura, mas quem garante que os salvadores da humanidade não queiram um dia as nossas terras, água, petróleo e todas as nossas mulatas gostosas?

Ao balé


O primeiro contato que tive com uma bailarina foi na historia do Soldadinho de Chumbo. Lembro que eu tinha um livro na escola e o conto ficava no final, nas últimas páginas e havia algumas ilustrações do soldadinho de uma perna só e da linda bailarina.

Em 2003, após se aposentar, minha mãe manifestou o interesse em fazer balé.
Obteve o apoio de todos da família e lá se foi.

Perto de casa, na 116 sul, no Estúdio de Dança Regina Maura, iniciou suas aulas, retomou um sonho antigo.

"Regina Maura é ex bailarina do teatro Municipal do Rio de Janeiro, formada pela Escola de Dança do Teatro Municipal, pela Royal Academy of London e vários cursos no exterior".

Curioso que muitos anos atrás, quando trabalhei como office boy na extinta Telebrás, dos 14 aos 18 anos, dentre os inúmeros serviços que fiz um em especial era ir ao banco realizar pagamentos e saques para os empregados. Quando minha mãe disse aonde iria fazer balé, lembrei das muitas contas de telefone do Estúdio de Dança Regina Maura que levei até a boca do caixa para realizar o pagamento. O pai da futura professora da minha mãe trabalhava na Telebrás. Bem, eu poderia não conhecer até então uma bailarina, mas eu pude contribuir para que ao menos o telefone do estúdio não ficasse mudo. E anos depois esse telefone seria a ponte de ligação da minha mãe e seu sonho: o balé.

No início parecia querer deixar de lado a decisão e desistir.
Já no final do primeiro ano fomos ao Teatro Nacional de Brasília para a primeira apresentação da nossa bailarina: O Quebra Nozes.
De lá para cá já foram várias apresentações e durante esses anos o balé se tornou algo popular para nós, graças a nossa bailarina. Ensaios cansativos, nervos a flor da pele e vontade de deixar tudo de lado, mas com persistência e perseverança, ela foi em frente.
Ao final de cada ano estávamos no Teatro Nacional, geralmente na Sala Martins Pena para aplaudir a primeira bailarina da família.
A Bela Adormecida, Era uma Vez, Don Quixote e Copélia foram outros espetáculos que assistimos.
Minha mãe pisou no mesmo palco com nada mais nada menos que Mônica Berardinelli e Marcelo Misailidis, donos de admiráveis currículos e vidas dedicadas ao balé.


"Mônica Berardinelli é bailarina clássica e moderna, tendo sido convidada a participar de produções de diversos grupos de Brasília. Em 91 estagiou na Washington School of Ballet, tendo sido convidade para ministrar curso de dança moderna nessa escola".

"Marcelo Misailidis é o primeiro bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro onde dançou, ao longo dos anos, os principais papéis do repertório Clássico ao lado de nomes como Ana Botafogo e Cecília Kerche".

No final de julho de 2008 serão cinco anos de muito suor, dedicação e exemplo para todos nós.
As bailarinas da melhor idade já foram matéria de jornal e Tv. Nossa mãe saiu no Correio Braziliense e na Record no jornal local e deu até entrevista.

Com orgulho digo a todos que minha mãe é bailarina.

Parabéns para a primeira bailarina de nossas vidas.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Um quase show que ficou para a história

Não me lembro bem como chegamos. Se alguém nos levou de carro ou se fomos de ônibus. Mas estávamos lá, nós quatro e nossos ingressos para a pista.
A pista era o gramado do estádio Mané Garrincha.
O show do Legião Urbana seria o maior espetáculo que iríamos presenciar.
Um misto de ansiedade, excitação e depois apreensão, quando estávamos chegando, tomou conta de mim.
Quando chegamos ao estádio a apreensão cedeu espaço ao medo.
Uma multidão de carros, gente, ônibus, polícia, grupos, turmas, tribos e ambulantes se moviam lentamente.
A polícia montada passava rápida e imponente pela multidão que se avolumava no perímetro do estádio.
Logo minha prima encontra com uma amiga que tinha a aparência de alguém que acabara de acordar e sair nos tapas com a irmã mais velha e apanhado muito.
Seus cabelos estavam completamente desgrenhados, suas roupas amarrotadas, seus olhos vermelhos e a cara inchada.
Estava chorando quando disse:
- Eles estão jogando os cavalos para cima da gente! Está muito perigoso. Os cavalos me pisotearam!
Não sei de quem partiu a sensata idéia de trocarmos nossos ingressos para a arquibancada.
Nenhum de nós apresentou qualquer resistência.
Eu estava com a minha prima e dois amigos.
Tinha, além do medo, a preocupação em levá-la para casa com segurança, meu tio era bravo e eu não queria facilitar as coisas para o azar.
Sei que conseguimos realizar a troca dos quatro ingressos muito facilmente.
Três deles conseguimos de primeira e logo depois trocamos o último.
O alívio dividiu espaço com os outros sentimentos que se acotovelavam dentro de nós.
Fomos enfim para a segurança das arquibancadas.
Deixamos para trás o tumulto e imprevistos que poderiam nos recepcionar no gramado.
O clima estava tenso.
Dava para pressentir que alguma confusão aconteceria.
Porém, já nas arquibancadas, o medo se foi, a certeza de que tínhamos tomado a decisão correta nos permitiu relaxar e experimentar a sensação de bem estar, de estar bem no lugar certo.
Começa o show e nem me pergunte com qual música.
Nem me pergunte também qual o Renato Russo cantava quando o início do caos se instaurou. Lembro que ainda era o início do show quando uma bombinha de São João estourou no palco.
Na vida tudo se une em cadeias de eventos. Os acidentes são assim.
Eventos que transformam e afetam o ambiente e estimulam reações diversas nas pessoas, aguçam os sentidos, misturam sensações, desviam o curso natural das coisas, transgridem a ordem, ditam as regras, criam o caos.
O estopim veio da platéia, a inflamação, do líder da banda e da legião de seguidores.
- Bombinha aqui não! Disse Renato no mesmo instante em que a banda parou de tocar.
Era óbvio que qualquer artista ficaria furioso pela atitude irresponsável.
Porém, a caminho do caos, Renato Russo seguiu despertando a ira dos rebeldes da geração Coca-Cola.
O ídolo dizia estar rico e famoso. Instigava a multidão, proferia insultos que nem me lembro mais e assim surgiu a fúria quase coletiva.
Saíram do palco e logo começou a desordem total.
Um louco sobe ao palco sem luz e derruba alguns equipamentos.
Outros o seguem ao mesmo tempo em que a multidão inicia o coro do quebra-quebra.
Termina o show que acabara de começar.
Termina também o amor entre fãs e banda. Não por muito tempo.
Nunca mais haveria show do Legião Urbana em Brasília. Estávamos órfãos de uma das bandas mais presentes em nossas vidas.
Na volta conseguimos pegar um ônibus lotado para a Rodoviária e tivemos sorte por que depois ele seguiria para a L2 Sul. Deixamos minha prima na 405 sul e seguimos a pé para a 312.
Os vândalos quebraram vários ônibus e a polícia teve trabalho.
Como a sorte estava com a gente conseguimos chegar em casa sem mais problemas.
Tínhamos muitas histórias para contar.
É o que me lembro desse dia tenso, emocionante, desastroso e infelizmente decepcionante.

domingo, 25 de maio de 2008

Passeio pelo mundo

Ontem à tarde fiquei procurando algumas cidades no Google Earth.
Fui até Cabul, no Afeganistão e vi várias fotos da cidade, monumentos, ruas e ruínas.
Voei até o Iraque onde procurei muitos pontos turísticos e fotos também.
Procurei o Hotel Palestina onde durante a guerra dos EUA contra o Iraque, a escritora e correspondente norueguesa Asne Seierstad, autora de livro que estou lendo: 101 dias em Bagdá, esteve junto a outros jornalistas, heroicamente cobrindo os bombardeios.
A imagem de Bagdá, vista pelo satélite, mostra o imponente Rio Tigre que parece uma imensa serpente verde que corta o deserto.
Fui também até a Índia e o Paquistão sem sair de casa.
Existe no Google Earth a opção simulador de vôo que é muito interessante.
Ele permite que você sobrevoe qualquer lugar do mundo.
No início você sente um pouco de dificuldade para controlar o avião com as setas do teclado e pode ser que você sofra alguns acidentes.
Pode ter certeza que você irá esquecer do tempo.
Bom passeio.

domingo, 18 de maio de 2008

Turbilhão de lembranças.

Chegamos por volta das 19 horas, uma hora antes do espetáculo. Minha mãe e minha filha iam assistir ao show do Holiday on Ice no Ginásio Nilson Nelson, palco de inúmeras lembranças. Aliás, todo o complexo esportivo composto pelo próprio Nilson Nelson, o Estádio Mané Garrincha, o Autódromo Nelson Piquet, o Ginásio Cláudio Coutinho e o parque aquático do DEFER trouxeram dezenas de fatos há muito esquecidos.
Ao deixá-las no portão das cadeiras rosa, saí devagar com as mãos nos bolsos chutando pedrinhas no chão sem pressa para ir embora.
Parei e fitei todo o perímetro que minha visão alcançava. Comecei a puxar do fundo da memória tudo o que aquele local evocava.
De frente para a nave do Nilson Nelson olhei para minha esquerda e lembrei do estacionamento que parti com o carro da Auto Escola no dia da prova para tirar a Carteira de Motorista. Que nervosismo! A perna esquerda sobre a embreagem não parava de tremer. Mesmo depois de já ter obtido êxito na baliza e no estacionamento.
Olhei de volta para o ginásio e lembrei que quando fiz vôlei no DEFER joguei uma partida lá dentro e ainda tenho fotos desse jogo em que fomos derrotados.
Lembrei da geração de prata do vôlei brasileiro e de alguns nomes: Amauri, Xandó, Montanaro, Renan, Willian, Bernard, Bernardinho, Badalhoca e muitos outros que não lembro o nome.
Assisti muitas partidas desses caras e tive contato direto com o Willian e o Amauri. Como meu pai trabalhava no DEFER e era árbitro de vôlei, além da proximidade com as estrelas, eu e minha irmã até ganhamos uma bola de vôlei importada (coisa que naquela época era o máximo) autografada pelos jogadores da extinta União Soviética.
Vi várias vezes o saque Jornada nas Estrelas do Bernard e lembrei das provocações dos Cubanos que ganhavam todas.
Lembrei de tempos bem mais antigos, dos jogadores do Harley Globetrotters, dos jogos que assisti, mas há tanto tempo que somente uns pequenos flashes na memória me permitem lembrar que depois dos jogos, mais ou menos entre o ginásio e o estacionamento, alguns deles passeavam lá fora e que eu os olhava com o pescoço para trás de tão altos que os black powers eram.
Tenho inúmeras histórias daquele local, mas por hora somente essas bastam.
Deixo para depois os shows no Mané Garrincha do Sting com abertura de nada mais nada menos que Capital Inicial, que, aliás, achei muito melhor que do Sting.
Tenho uma outra que merece uma postagem à parte: o fatídico show, e último em Brasília, do Legião Urbana também no Mané Garrincha. O tumultuado show que mal começou e terminou em pancadaria e selvageria.
Corridas de Stock Car no autódromo onde recebi o autógrafo do Nelson Piquet, que estava com o Nelsinho no colo.
Show no Nilson Nelson dos Paralamas.
Show no Cláudio Coutinho da banda Zero, encerrando o FICO (Festival Interno do Colégio Objetivo).
Alguns jogos de futebol no Mané Garrincha, dentre eles a vitória do Gama quando foi campeão da 2ª divisão do Brasileirão, dentre outros.
Lembrei também da época em que fazia natação e fui expulso por que não queria nadar. Essa merece também um capítulo à parte.
Tudo em seu tempo.
Quantas lembranças agradáveis (se bem que essa da natação não é tão agradável assim), mas valeu à pena ficar ali por uns trinta minutos contemplando o ir e vir das pessoas, o cheiro da pipoca estourando nas panelas, o churrasquinho ao lado, a fumaça seguindo com o vento, os ambulantes vendendo balas e os cambistas e seus ingressos de lá para cá a oferecer o melhor lugar pelo melhor preço.
Voltei para casa e escrevi essas linhas.
Ando desanimado, mas quem não fica às vezes assim?
Melhor do que ser uma companhia chata e desagradável.
Melhor poupar a todos dos meus períodos de apatia, pois em dias assim, são necessários momentos de quieta solidão.
Dias de preguiça e de vontade de não fazer nada.

Daqui a pouco volto para o Nilson Nelson, o show em breve acaba. Quem sabe mais lembranças surgem.... Já lembrei de outras. Incrível!
Até breve.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Vamos tomar um chá?

Quando leio livros relacionados ao Oriente Médio e os autores descrevem os costumes ou narram cenas em que os personagens tomam chá (e sempre tem chá nas refeições), me convenço de que tenho que tomar mais chá, mas quando vejo uma Coca-Cola, o chá fica pra depois.
Entre idas e vindas de metrô, esperas na plataforma e algumas páginas antes de dormir, mais um livro lido em 2008.
Gostei e concordo que para a civilização afegã, no que diz respeito aos costumes machistas e ao regime fundamentalista, não há saída. As mulheres sempre estarão vestidas com burcas morais, mesmo que as impostas pelo regime Talibã tenham sido abolidas, não seria a liberdade da claustrofóbica vestimenta, que as tornaria livres, independentes ou menos sofredoras.
Não consigo me imaginar dormindo em tapetes e comendo com a mão direita na "mesa" posta no chão.
E a poeira que invade tudo? Encarde até a pele e nunca tem fim? Já basta a poeira vermelha que existe por aqui na terrível seca do Planalto Central.
Mato e deserto? Estou fora.
Meu negócio é concreto e civilização. Coca-Cola e às vezes um pouco de chá.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Bem amigos da Rede Globo

O trem estava relativamente vazio, porém com todos os assentos ocupados.
Estava no metrô indo para casa almoçar.
Um celular toca de maneira estridente.
Alguns apitos.
Dava pra notar que com um toque alto daqueles, ou o dono era surdo ou queria aparecer.
Eis que quando começa a falar já é claro que a segunda opção é a única alternativa possível.
Falando tão alto ou até mais que o necessário, o dono do celular com toque nada discreto, também não fazia questão de ser tão discreto assim.
Saúda a quem o ligou fazendo questão de dizer com bastante ênfase o nome de quem estava do outro lado. Olá Fulaninho de Tal!!!
Talvez muitos dos que ali estavam não saberiam que o cara é um dos grandes promotores de eventos super mega power da Capital Federal, que idealizou uma das grandes festas com o tema dos anos 80 que ocorrem por aqui, em pelo menos duas edições por ano, há um bom tempo.
E que festas!
O cara manda muito bem.
Dei a ele um nome fictício por achar melhor não vincular um nome de sucesso a uma cena tão patética. Muitos saberão de quem estou falando e falando muito bem por sinal. Não poderia ser diferente.
Não satisfeito, o dono do telefone celular que apita como um pinto no galinheiro, só que com amplificador, diz estar ocupado ultimamente por realizar alguns trabalhos para aquela emissora de TV conhecida pelo plim plim. Uau!!!
Em alto e bom som o tagarela, que fazia questão de que todos ouvissem sua conversa, deitava na falação.
E nós, pobres mortais, com fome, que não fazemos nenhum trabalho para a TV que tem o Cid Moreira e tão pouco conhecemos o cara das festas badaladíssimas, ficamos ali, obrigados a ouvir uma conversa que um chato berrante, insistia em tornar pública.
Sabe aquele cara que tem um vozeirão tipo radialista que imagina estar falando a um microfone sempre quando abre a boca, com aquela voz tipo a do Cid, o cara da TV que passa o Fantástico, com entonação como se quisesse conquistar aquela gatinha ali ao lado? Olá gatinha olha como minha voz é bela e como minha dicção é prefeita.
Pois bem, foi assim que aconteceu.
Não pensem que a voz dele era igual a do Cid, foi só um exemplo para vocês entenderem que ninguém conversa assim, ou pelo menos não deveria.
Olhei em volta e imaginei o pensamento de todos naquela hora.
A coisa foi tão forçada e ridícula que dava para "ver" o pensamento das pessoas no trem. Suas expressões diziam tudo.
Pensei: ééééééééé mister MM, não é fantástico! Boa Noite.
Cada uma!!!!

sábado, 10 de maio de 2008

Gostei

Mais uma história que envolve segredos, mistérios, o Santo Graal e críticas à Igreja Católica. Polêmico como o Código da Vinci, mas não tão bom quanto ele. Uma boa leitura, um bom passa tempo. Sou Católico e minha fé continua inabalada. Amém. Não conte a ninguém, mas tem um tempinho que não vou à missa.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Silêncio no Maracanã e parabéns

Eis que no dia do meu aniversário, a apatia e o excesso de confiança de um time silenciam o Maracanã.
O pior foi dormir com raiva.
Perder é péssimo.
Ainda mais daquela maneira.
Obrigado Flamengo pelo meu presente de aniversário.

Porém, por outro lado (ainda bem que existe outro lado), recebi inúmeros telefonemas, interurbanos de BH, Sampa e Salvador.
Mensagens no celular e no Orkut.
Abraços e beijos, presentes, bolo, brigadeiro, salgadinhos e refri.
Sanduíche e suco exóticos.
Perfume é sempre bom.
Bons fluidos e desejos foram guardados no meu coração.
Pensando bem, ganhei muito mais do que perdi.
No futebol só mais uma partida, na vida... ah, na vida uma porção de coisas boas estão guardadas.
Obrigado pelo carinho.
Meu time de amigos nunca perde, com eles, eu só tenho a ganhar.
Que belo time de pessoas queridas eu tenho.

domingo, 4 de maio de 2008

Mais uma vez Flamengo!

Que belo presente eu ganhei!
Aos perdedores, o choro e não as batatas!
Não há o que discutir.
Não há como botar a culpa no juiz.
Não há como não botar fogo na história do chororô.
Como estava belo o Mário Filho!
Ganhamos na bola, na raça, na torcida, nas músicas, no show, nas duas partidas e nos gols.
Minha mãe e minha filha dizem que eu pareço um louco à frente da tv, mas eu juro que quando eu berro eles ouvem.
Com certeza eles ouvem. Ah, e os vizinhos também ouvem, é claro.
Filha não precisa ficar com vergonha do papai.
Coisas do futebol.
Mais uma vez Flamengo.
Sempre Flamengo!