terça-feira, 17 de março de 2009

Comer, rezar, amar

O que esperar dos comentários dos colegas do trabalho quando se está lendo um livro que na capa está escrito “seja também a heroína de sua própria jornada” e no verso um comentário que diz “toda mulher deve lê-lo”.

Ouvi um comentário de que Gabriel Garcia Márquez seria somente leitura de fachada, pois meu tipo de livro seria esse: romance água com açúcar ou algo desse tipo.

Pensei qual seria o título para um livro escrito por um homem que relatasse a busca pessoal por todas as coisas da vida em uma viagem por três países durante um ano. Itália, Índia e Indonésia. Macarrão, pizza e lasanha; meditação e oração; em Bali... amor e sexo mesmo.

Fico a imaginar de forma caricata um título hilário e tipicamente machista, porém é claro que não reflete a minha forma de pensar.

Seria mais ou menos assim: Comer (todas), rezar (para ter ainda mais), amar (futebol, cerveja gelada e mulher pelada), tudo isso não necessariamente na mesma ordem, mas nos três países, no avião, aeroporto, hotel e por aí vai. Ou então algo mais direto como: transar, transar e contar pros amigos.

Homens e mulheres e suas diferenças.

Não quero também detonar com a natureza masculina sem levar em conta que a mesma experiência vivida pela autora seja também perfeitamente normal e aceitável ser vivenciada por um homem.

Não é absurdo pensar que isso é possível como também é provável e normal que homens leiam o livro comer, rezar, amar. Eu li e gostei. Aprendi e aprovei.

Há situações no livro que a meu ver são comuns à natureza humana sem que exista o diferencial entre os sexos na forma de agir e pensar.

Todos nós precisamos de libertação e equilíbrio, da busca por Deus, pelo autocontrole emocional e espiritual. Buscamos ainda o maior propósito inerente ao ser humano que é a difícil jornada pelo encontro de um grande amor.

Minha jornada tem sido fascinante e olha que nem precisei sair do Brasil. Fiz tudo por aqui mesmo.

Caminhei 36 anos, 268 dias e aproximadamente 22 horas para chegar até você.

Você sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui...


"Você não sabe
O quanto eu caminhei
Prá chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir
Eu nem cochilei
Os mais belos montes
Escalei
Nas noites escuras
De frio chorei, ei, ei
Ei! Ei! Ei! Ei! Ei!
A vida ensina
E o tempo traz o tom
Prá nascer uma canção
Com a fé do dia-a-dia
Encontro a solução
Encontro a solução...
Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos
E sinto você chegar
Você, chegar...
Quero acordar de manhã
Do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo
E sorrindo
É tudo que eu quero prá mim
Tudo que eu quero prá mim..."