domingo, 8 de fevereiro de 2009

Procuro...

Andei por algumas quadras próximas a minha para procurar meu carro. Queria dar o troco e ser mais esperto que meu oponente. Segui instruções que me passaram. Eles deixam o carro em algum outro lugar nas proximidades, esperam a poeira abaixar, retornam e furtam de novo o que já fora levado. Acordei às 8h, voltei cansado e derrotado às 9h30. Não quis chegar como cheguei, mas a angústia da procura parece ter colocado à prova a minha fé. Sinto que tenho pouca quando pensei em Vital e sua moto e que de um ônibus para o outro para ele aquilo era o fim, realidade que para mim seria o início. A cada estacionamento ensaiava minha reação e planejava o que faria, para quem ligaria primeiro, se cairia de joelhos ou faria o sinal da cruz. Homem de pouca fé! Pergunto para Deus se O estou decepcionando e peço perdão pela minha humana insatisfação. Procuro o meu carro e também procuro um amor que seja bom pra mim, como Frejat. O primeiro levaram de mim e o segundo parece que encontrei. Desejo encontrar o primeiro para sempre que quiser, em qualquer momento, te ver.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Era meu!

Levaram você sem cerimônia. Ainda te vi alguns minutos antes dessa covardia. Meu amigão de quase 12 anos foi tirado de mim. Quantos quilômetros rodamos juntos e por quantas estradas passamos? Minha filha nasceu e você estava lá para nos servir. Nunca imaginei falar com exclusividade de você aqui no blog dessa maneira. Pena que te levaram de mim e a raiva e ódio que sinto são fulminantes. Já perdi a conta das vezes em que cerrei os punhos com força e tive vontade de gritar por tamanha ira. Desejo te encontrar. Que te encontrem para mim. Desejo que não te depenem ou te arranhem e desejo também, que Deus me perdoe, que o infeliz que te levou apodreça no fundo do inferno. O carro era meu, ganhei do meu pai e ainda paguei as 12 últimas prestações. Fiz por merecer. Trabalhei duro para conseguir ter as minhas coisas. Minha cabeça dói e já perdi também a conta das vezes que chorei. Ele era meu! Como é ruim chegar ao lugar aonde seu carro deveria estar e não achar nada além do vazio. Como é ruim entrar em uma delegacia e registrar a ocorrência, ter o documento e a chave de algo que foi seu e está sabe-se lá aonde. Espero que meu telefone toque e que te encontrem. Que Deus me ajude a perdoar e que esse nó na minha garganta pare de arder.